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UNFPA apostado na melhoria da sensibilização comunitária sobre a saúde reprodutiva e o planeamento familiar na Guiné-Bissau

Bissau, 24 de Janeiro 2020 -- O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o Ministério da Saúde Pública (MINSAP) reafirmaram o compromisso de trabalharem para o aumento da taxa de prevalência de Planeamento Familiar e a redução da morbimortalidade materna e neonatal na Guiné-Bissau, com a entrega de um lote de 2240 (dois mil duzentos e quarenta) kits em que constam  pastas, albúns seriados, coletes, manequins, e megafones, esta sexta-feira dia 24 de Janeiro de 2020, para as  actividades de sensibilização comunitária sobre a saúde reprodutiva com especial enfoque no planeamento familiar.

A cerimónia de entrega teve lugar sala de reuniões do Ministério da Saúde Pública, num ato presidido pela Ministra da Saúde Pública, Dra. Magda Nely Robalo e Silva, na presença do Representante do Fundo das Nações Unidas para a População, Cheikh Fall, e corpos técnicos e dirigentes do referido Ministério.

 

Na ocasião, Magda Robalo disse que a oferta representa um grande gesto nos esforços contra as gravidezes indesejadas e as mortes maternas evitáveis na Guiné-Bissau.

 

Continaremos a trabalhar com o UNFPA para juntos conseguirmos alcançar os três resultados transformadores até 2030, zero necessidades não satisfeitas de planeamento familiar, zero mortes maternas evitáveis, e zero violência baseada no gênero e práticas nefastas, como o casamento infantil e a mutilação genital feminina” afirmou a Ministra.

A entrega dos kits, foi efetuada pelo representante residente do UNFPA na Guiné-Bissau, no quadro da implementação do projecto da Segurança de Produtos de Saúde Reprodutiva, que por seu lado afirmou que “este gesto constitui um testemunho do firme empenho e engajamento do UNFPA em apoiar o Governo da Guiné-Bissau para com a melhoria da saúde materna no pais”.

Os intervenientes consideraram ainda, que os materiais e equipamentos ora doados, apenas contribuirão para o benefício do público alvo para que são destinados, se forem bem geridos e houver uma apropriação eficaz dos mesmos.

 

Os dados sobre a mortalidade materna e o Planeamento Familiar não satisfeito na Guiné-Bissau continuam a constituir motivo de preocupação, 900 (novecentas) mortes maternas por 100.000 (cem mil) nascidos vivos às quais se juntam 22% (vinte e dois porcento) de necessidades não satisfeitas de Planeamento Familiar, segundo os dados do MICS 2014.  Estes números traduzem-se em muitas gravidezes indesejadas e muitas mortes maternas na Guiné-Bissau.